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Dez novidades automotivas que vieram do passado

Dez novidades automotivas que vieram do passado

Farol direcional:
Desde os anos 20 há faróis que seguem a direção. Antes, era usado um farol central para isso, como no Tatra T87  dos anos 30, ou no Tucker 1948. A partir do Citroën DS de 1967, os dois faróis tradicionais passaram a embutir essa antiga função.
 
Cinto de 3 pontos:
Por ser um item de segurança, nem impressiona que tenha sido criação da Volvo. Isso em 1959. Até hoje seu projetista, Nils Bohlin (que veio da indústria aeronáutica) é lembrado por isso. O compacto PV 544 foi o primeiro a adotá-lo. A partir dos anos 80, passou a vir também no banco traseiro.
 
Utilitários superesportivos:
Quando a Porsche lançou o Cayenne, pareceu uma heresia dos novos tempos. Mas não pense que ela foi a primeira marca de esportivos a criar um off-road. Em 1986, a Lamborghini já fazia o brucutu LM002 – ao menos não lhe faltava o típico V12 dos Lambo. Hoje, só a Ferrari parece imune à moda. Até mesmo a Lambo está preparando novamente o seu, batizado de Urus.
 
Câmbio CVT:
Por aqui coube ao Honda Fit lançar a transmissão continuamente variável em 2003. Porém é velho conhecido dos europeus: a Daimler-Benz patenteou um conceito de CVT no distante 1886, e o inglês Clyno já o adotava em 1923. Quem conseguiu fabricá-lo em série de fato, porém, foi a holandesa DAF lhe deu o nome de Variomatic no 600 (foto acima), de 1959. Clique aqui para saber como ele funcionava.
 
Injeção eletrônica:
A primeira injeção de combustível com comando eletrônico (identificada na foto acima como “brain box”) era o Electrojector e equipou Dodge D500 Chrysler 300D, Plymouth Fury e DeSoto Adventurer de 1958. Era opcional e problemático: rendeu só 35 unidades. A Bendix vendeu a patente à Bosch, que fez a tecnologia decolar nos anos 70.
 
Carros elétricos:
Hoje cada marca aposta no seu elétrico para os próximos anos. Mas em 1897 havia táxis elétricos em Nova York. Melhor que o motor a gasolina em vibração, ruído e cheiro, o elétrico ganhou destaque em várias marcas, como a Detroit Electric (1907-1939). Na foto acima, um táxi tendo as baterias recarregadas
 
Célula de combustível:
O princípio teórico existe desde o século 19, porém foi em 1955 que a General Electric retomou a ideia, em parceria com a Nasa. O conceito GM Electrovan (baseado na GMC Handivan) foi em 1966 o primeiro carro a hidrogênio. Atingia 112 km/h e tinha autonomia de 193 km, mas levava apenas dois passageiros – boa parte do habitáculo era ocupado pelos tanques de hidrogênio e oxigênio.
 
Picapinha cabine dupla:
Antes da Fiat Strada, a Engerauto já fazia sua picape leve cabine dupla, a Pampa Duo. Não era um modelo de série, mas uma transformação, comum nos anos 80. Em 2003 a Subaru lançou ainda a Baja, uma picape Outback de quatro portas. E vale notar que as picapes intermediárias atuais, como a Toro, possuem quase o mesmo tamanho das médias (S10 e Ranger) de 20 anos atrás.
 
Suspensão ativa:
Em 1955, a indústria viveu uma revolução com as várias inovações do Citroën DS, como sua suspensão hidropneumática. Esta já trazia o ajuste de altura e o autonivelamento, que hoje se vê na suspensão ativa eletrônica, embora o controle fosse apenas hidráulico.
 
Motor em W:
Graças a VW Phaeton e Bugatti Veyron, cilindros em W soam como uma das mais recentes inovações da engenharia alemã. Que nada. A configuração já era usada no motor W3 das motos italianas Anzani de 1906 e no W12 (foto acima) da inglesa Napier Lion, de 1917.
Motor mais potente de sua época, com até 1.350 hp com supercharger, ele teve vida longa e diversas versões equipando desde aviões a barcos de corrida. Foi também o responsável pelo recorde de velocidade para automóveis (634 km/h) estabelecido em 1947 pelo protótipo Railton Mobil Special.
 
Fonte: Quatro Rodas.

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